sexta-feira, 22 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Proteção de março analisa os fatores para a inclusão de PCD
Proteção de março analisa os fatores para a inclusão de PCD
Em março a Revista Proteção faz um apanhado dos fatores necessários à verdadeira inclusão no mercado de trabalho brasileiro de pessoas com deficiência (PCD), que ainda precisam vencer o desrespeito à legislação, a fiscalização insuficiente e a resistência cultural dos empregadores para conquistar oportunidades. Para inverter o jogo, o Ministério do Trabalho orienta seus auditores em todo o país e traça metas anuais de inclusão, mas o dia a dia das organizações mostra que a qualidade de vida no trabalho das pessoas com deficiência não depende apenas da mera admissão de colaboradores conforme o número mínimo previsto na legislação - a lei diz que todas as empresas a partir de 100 funcionários devem ter pelo menos 2% de seu quadro de pessoal formado por pessoas com deficiência. A participação máxima chega até 5%, conforme o tamanho da companhia. Consulte aqui a estimativa e cumprimento da Lei de Cotas por estado no Brasil.
A médica sanitarista Maria Maeno é a entrevistada do mês, analisando a saúde do trabalhador como um resultado de determinantes macroeconômicos integrados a condições e à organização do trabalho. Atualmente pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno já escreveu, junto a colegas, manuais técnicos publicados pelo Ministério da Saúde e participou também da formulação da Instrução Normativa 98/2003 do INSS, referente às LER e do atual Protocolo de LER do Ministério da Saúde.
A terceira reportagem da série sobre a Evolução dos EPIs - Enxergando Longe - faz uma abordagem sobre o processo de desenvolvimento dos óculos de proteção desde a década de 70, quando eram compostos apenas por armação e lentes de vidro temperado, até os dias atuais. Hoje, além da proteção dos olhos, o conforto e o design também são elementos importantes, proporcionando melhor adaptação aos diferentes cenários de risco a que os trabalhadores estão expostos.
Os artigos da Proteção apresentam assuntos variados. Ferramenta para Decisão enfoca o Método ABC, que facilita a visualização do impacto de questões ergonômicas no custo da organização. EmMais Segurança na Obra, a vez é dos equipamentos usados na construção, que requerem uma atenção maior à NR 12. Com Check List nas Oficinas, o leitor acompanha a manutenção automotiva na Grande Recife, que requer estratégias preventivas mais eficazes. Contenção de Valas por sua vez, fala dos procedimentos que reduzem possibilidades de acidentes por deslizamento e soterramento.
A médica sanitarista Maria Maeno é a entrevistada do mês, analisando a saúde do trabalhador como um resultado de determinantes macroeconômicos integrados a condições e à organização do trabalho. Atualmente pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno já escreveu, junto a colegas, manuais técnicos publicados pelo Ministério da Saúde e participou também da formulação da Instrução Normativa 98/2003 do INSS, referente às LER e do atual Protocolo de LER do Ministério da Saúde.
A terceira reportagem da série sobre a Evolução dos EPIs - Enxergando Longe - faz uma abordagem sobre o processo de desenvolvimento dos óculos de proteção desde a década de 70, quando eram compostos apenas por armação e lentes de vidro temperado, até os dias atuais. Hoje, além da proteção dos olhos, o conforto e o design também são elementos importantes, proporcionando melhor adaptação aos diferentes cenários de risco a que os trabalhadores estão expostos.
Os artigos da Proteção apresentam assuntos variados. Ferramenta para Decisão enfoca o Método ABC, que facilita a visualização do impacto de questões ergonômicas no custo da organização. EmMais Segurança na Obra, a vez é dos equipamentos usados na construção, que requerem uma atenção maior à NR 12. Com Check List nas Oficinas, o leitor acompanha a manutenção automotiva na Grande Recife, que requer estratégias preventivas mais eficazes. Contenção de Valas por sua vez, fala dos procedimentos que reduzem possibilidades de acidentes por deslizamento e soterramento.
A revista ainda mostra o melhor case na Categoria Espaço Confinado do Prêmio Proteção Brasil, da autoria de Stonehenge Mountain, de Canoas/RS. A organização conquistou o Prêmio com trabalho inovador realizado em empresa do polo petroquímico da sua região. Já a Votorantim Metais Zinco, de Juiz de Fora/MG garantiu premiação com o case "Gerenciamento de Empresas Contratadas" na Categoria Política de SST para Terceirizados. O leitor também vai aprender como agir em situações de emergência com as Dicas do Protegildo.
Fonte Revista Proteção - Março 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
Médica avalia relação entre saúde e organização do trabalho
Médica avalia relação entre saúde e organização do trabalho
Analisar a saúde do trabalhador, como resultado de determinantes macroeconômicos integrados a condições e organização do trabalho e promover ações integradas do Estado para proteger a vida. Esta é a base das ações de Maria Maeno, médica sanitarista que sempre buscou inserção profissional onde pudesse utilizar o seu conhecimento clínico em ações diretamente voltadas à proteção da saúde dos trabalhadores.
No final da década de 1980, acompanhou o início dos diagnósticos de LER (Lesões por Esforços Repetitivos) na categoria metalúrgica. A partir de 1987, passou a fazer parte do pioneiro PST-ZN (Programa de Saúde dos Trabalhadores da Zona Norte de São Paulo), ligado à Secretaria de Estado da Saúde de SP, que consistia em ações de vigilância, com análise de dados, planejamento de intervenção, fiscalização de ambientes de trabalho e avaliação da saúde dos trabalhadores.
Mais tarde, o PST-ZN deu origem ao Cerest/SP (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de São Paulo), que coordenou por 16 anos. Participou, ainda, de movimentos institucionais e sociais para dar visibilidade às LER como problema decorrente da organização do trabalho, bem como prestou assistência a pacientes de diferentes ramos econômicos, desenvolvendo programas multidisciplinares de diagnóstico, tratamento, reabilitação física e psicossocial. Escreveu, junto a colegas, manuais técnicos publicados pelo Ministério da Saúde. Participou também da formulação da Instrução Normativa 98/2003 do INSS, referente às LER e do atual Protocolo de LER do Ministério da Saúde.
Como a senhora avalia o cenário de adoecimento relacionado à organização do trabalho no Brasil?
Os acidentes de trabalho e as doenças profissionais clássicas, como perdas auditivas, silicoses e intoxicações por metais, continuam ocorrendo. Mas, paralelamente à exposição a fatores físicos, químicos e biológicos presentes nos ambientes de trabalho, aspectos da organização do trabalho têm causado adoecimentos variados e frequentes. A organização do trabalho tem privilegiado essencialmente o desempenho das empresas e sua capacidade de competir no mercado, sem considerar as características do ser humano que nelas trabalha. Para atingir suas finalidades, as empresas têm enxugado ao máximo o seu quadro de funcionários e usam da tecnologia para intensificar o ritmo de trabalho dos que permanecem, estipulando metas inatingíveis e, em muitos setores, individuais.
A pressão exercida para o alcance das metas vinculadas à parte da remuneração variável em todos os níveis hierárquicos tem impacto nas relações entre os trabalhadores, que frequentemente perdem a perspectiva do companheirismo, passando a se ver como adversários. As situações humilhantes para os que não conseguem atingir as expectativas das empresas são cada vez mais frequentes e o risco da demissão é diário. Essas situações conduzem à falta de solidariedade entre os trabalhadores, ao isolamento, à falta de trocas e faz as pessoas adoecerem física e mentalmente. Nos casos em que há uma exigência de movimentos repetitivos, além dos transtornos mentais há o acometimento das estruturas musculoesqueléticas, resultando em tendinites, tenossinovites, compressões nervosas, dor crônica, que são entidades mórbidas enquadradas nas LER.
As empresas sabem lidar com este problema? Associam doença ocupacional a questões de organização do trabalho?
De regra as empresas não reconhecem que as suas condições não são as ideais para os trabalhadores. É comum afirmarem que "sempre trabalharam desse jeito e nunca houve problema e que um pouco de stress faz bem". Quando ocorre um acidente grave, a tendência não só das empresas, mas até das pessoas que analisam os acidentes de trabalho, é alertar o trabalhador de que "ele não pode ser distraído durante o trabalho", ou que as pessoas têm que ser capacitadas. Porém, a pessoa pode ser capacitada e informada, saber que aquela atividade é perigosa, mas se ela tem obrigação de trabalhar daquela maneira, qual é a sua responsabilidade diante de um acidente, considerando sua posição de subalterno? A tentativa é sempre de culpabilizar o trabalhador individualmente, e esta não é a saída. Todo mundo se distrai várias vezes ao dia, isso é humano. Não se pode dizer para um ser humano que não se distraia por oito, nove horas ao dia; é irreal.
Outra tendência do empregador ainda é atribuir o adoecimento a um fator externo ao trabalho. Em saúde mental essa tendência é ainda mais acentuada. É comum afirmar que "o funcionário sempre foi estranho, que brigou com a mulher, que o filho tem certo problema", etc. Dificilmente alguém fica doente somente por uma causa. O adoecimento mental do qual estamos conversando não tem causa orgânica. É fruto de um processo de desgaste gradativo, tanto pelos aspectos da organização do trabalho como pela forma de gestão, caracterizada pela pressão, ameaças explícitas ou implícitas, desvalorização do trabalhador, gerando clima de medo, insegurança e baixa autoestima.
fonte Revista Proteção / Março 2013
sábado, 16 de março de 2013
Prática inadequada expõe equipe de enfermagem a riscos
Prática inadequada expõe equipe de enfermagem a riscos
Historicamente, as primeiras pessoas que cuidavam dos doentes eram freiras e religiosos. Atualmente, a enfermagem presta esse cuidado, contando também com técnicas de precaução e transmissão de doenças, bem como promoção da saúde do indivíduo. Essas técnicas passaram a ser desenvolvidas com Florence Nightingale, a precursora da enfermagem, que desenvolveu as primeiras formas de organização e técnicas de limpeza, principalmente de locais mais simples, como chão até a lavagem de materiais utilizados, o que na época fez com que ocorresse a diminuição do índice de mortalidade, principiando os cuidados com a transmissão de microorganismos e organizando o ambiente laboral.
O trabalho exerce um papel de fundamental importância nas condições de vida e saúde dos indivíduos, em seus grupos familiares e na população em geral. A organização do trabalho e as condições em que ele se realiza podem provocar desgastes, doenças e acidentes de trabalho. A notificação dos agravos à saúde do trabalhador é objeto de preocupação dos formuladores de políticas de saúde desde a década de 80, como mostram iniciativas estaduais e municipais em programas e centros de referência em saúde do trabalhador.
A Enfermagem do Trabalho é um ramo da enfermagem que utiliza os mesmos métodos empregados na Saúde Pública, visando à promoção da saúde do trabalhador; a proteção contra os riscos decorrentes de suas atividades laborais; proteção contra agentes químicos, físicos, biológicos e psicossociais; manutenção de sua saúde no mais alto grau do bem-estar físico, mental e recuperação de lesões, doenças ocupacionais ou não ocupacionais e sua reabilitação para o trabalho.
Fonte Revista Proteção / Fevereiro 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
CDH realiza audiência sobre Saúde e Segurança no Trabalho
CDH realiza audiência sobre Saúde e Segurança no Trabalho
Data: 11/03/2013 / Fonte: Redação Revista Proteção com informações de Sergio Vieira / Rádio Senado
Brasília/DF - Na segunda-feira (11), a Comissão de Direitos Humanos - CDH - realizou audiência na sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho, contando com a participação de representantes dos trabalhadores, do Ministério Público, do governo federal e da Organização Internacional do Trabalho.
Com o objetivo de debater a situação de insegurança que ainda atinge milhões de trabalhadores no país, o presidente da Anamatra, Renato Santana, lembrou que segundo a Organização Internacional do Trabalho - OIT, o Brasil é o quarto país no mundo onde mais morrem pessoas por acidentes ou por doenças provocadas por condições inapropriadas em ambientes laborais.
Renato Santana convoca para um despertar acerca dessa realidade que envergonha o Brasil. "Estamos falando de mais de 700 mil acidentes e quase 3 mil mortes anuais. Morrem no Brasil em média 9 trabalhadores por dia, uma pessoa a cada hora. São estatísticas que colocam nosso país na 4ª colocação mundial, vergonhosa 4ª colocação mundial no número de acidentes de trabalho fatais".
Estes números podem até ser maiores, pois como aponta o representante do Ministério da Saúde, Carlos Souza, ainda há setores marcados por informalidade, nos quais é difícil mensurar um número exato de mortes e acidentes. Carlos Sousa lembra também "que hoje a gente tem uma problemática importante que é a dos acidentes de trânsito, só que muitos destes acidentes de trânsito acontecem com trabalhadores, ou seja, os próprios motoristas e motoqueiros são trabalhadores".
A reunião foi presidida pelo senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, que afirmou que o Congresso precisa cumprir sua função e regulamentar setores que têm passado por um tenso processo de terceirização nos últimos anos, apesar da pressão contrária de parte do empresariado. Segundo o senador "Nós já fizemos duas ou três audiências públicas com este objetivo, e eles teimam em dizer que não há nada errado. Pois bem, nós teimamos em dizer que tem algo errado. Porque que de cada 10 acidentes 8 são de empresas terceirizadas?"
Outro grande foco de mortes, doenças e acidentes nos ambientes de trabalho está na construção civil, em setores marcados pelo contato com reagentes, como o amianto, e nas minas de carvão. Além disso, têm crescido os casos relacionados a situações de assédio moral e à superexploração da força de trabalho.
Durante a audiência foi lançada a Cartilha do Trabalho Seguro e Saudável. A publicação em quadrinhos, foi elaborada pela ANAMATRA e será distribuída para trabalhadores, empregadores e estudantes. A cartilha traz noções básicas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, orientando sobre o uso dos Equipamentos de Proteção individual e coletiva - EPIs, e esclarecendo sobre a responsabilidade do empregador.
Foto: Arquivo Revista Proteção
Com o objetivo de debater a situação de insegurança que ainda atinge milhões de trabalhadores no país, o presidente da Anamatra, Renato Santana, lembrou que segundo a Organização Internacional do Trabalho - OIT, o Brasil é o quarto país no mundo onde mais morrem pessoas por acidentes ou por doenças provocadas por condições inapropriadas em ambientes laborais.
Renato Santana convoca para um despertar acerca dessa realidade que envergonha o Brasil. "Estamos falando de mais de 700 mil acidentes e quase 3 mil mortes anuais. Morrem no Brasil em média 9 trabalhadores por dia, uma pessoa a cada hora. São estatísticas que colocam nosso país na 4ª colocação mundial, vergonhosa 4ª colocação mundial no número de acidentes de trabalho fatais".
Estes números podem até ser maiores, pois como aponta o representante do Ministério da Saúde, Carlos Souza, ainda há setores marcados por informalidade, nos quais é difícil mensurar um número exato de mortes e acidentes. Carlos Sousa lembra também "que hoje a gente tem uma problemática importante que é a dos acidentes de trânsito, só que muitos destes acidentes de trânsito acontecem com trabalhadores, ou seja, os próprios motoristas e motoqueiros são trabalhadores".
A reunião foi presidida pelo senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, que afirmou que o Congresso precisa cumprir sua função e regulamentar setores que têm passado por um tenso processo de terceirização nos últimos anos, apesar da pressão contrária de parte do empresariado. Segundo o senador "Nós já fizemos duas ou três audiências públicas com este objetivo, e eles teimam em dizer que não há nada errado. Pois bem, nós teimamos em dizer que tem algo errado. Porque que de cada 10 acidentes 8 são de empresas terceirizadas?"
Outro grande foco de mortes, doenças e acidentes nos ambientes de trabalho está na construção civil, em setores marcados pelo contato com reagentes, como o amianto, e nas minas de carvão. Além disso, têm crescido os casos relacionados a situações de assédio moral e à superexploração da força de trabalho.
Durante a audiência foi lançada a Cartilha do Trabalho Seguro e Saudável. A publicação em quadrinhos, foi elaborada pela ANAMATRA e será distribuída para trabalhadores, empregadores e estudantes. A cartilha traz noções básicas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, orientando sobre o uso dos Equipamentos de Proteção individual e coletiva - EPIs, e esclarecendo sobre a responsabilidade do empregador.
Foto: Arquivo Revista Proteção
terça-feira, 5 de março de 2013
Acidentes de trabalho afastam 13 por dia no Vale do Paraíba
Acidentes de trabalho afastam 13 por dia no Vale do Paraíba
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Data: 24/02/2013
/ Fonte: G1 Vale do Paraíba e Região
São José dos
Campos/SP - Cada vez mais, moradores da região ficam feridos após sofrerem
acidentes durante o trabalho. Dados do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) mostram que foram concedidos 5.009 auxílios-doença por acidente de
trabalho em 2012 no Vale do Paraíba - uma média de 13 trabalhadores
machucados por dia.
O levantamento, feito a pedido do G1, envolve 14 dos principais municípios da região, como São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Guaratinguetá e Pindamonhangaba e mostra ainda que no ano passado 10 pessoas receberam pensão por morte de acidente de trabalho. O balanço engloba ainda os municípios de Aparecida, Caçapava, Cruzeiro, Lorena, Campos do Jordão, Caraguatatuba, São Sebastião, Ubatuba e Cachoeira Paulista. Segundo o INSS, os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores são ferimentos no punho e nas mãos, fraturas e dores nas costas. "As principais causas ainda são coluna vertebral, principalmente, a região lombar. Tem bastante problema com cargas, levantamentos, que comprometem a coluna, ombro é outra área bastante acometida e membros superiores em geral, cotovelo e punho", disse o fisioterapeuta Luciano Rosa. O funcionário Oscar Leônidas está afastado há mais de um ano do trabalho após travar a coluna no trabalho. "Tive que procurar o médico e agora estou fazendo fisioterapia. Faço bastante e tem melhorado agora", relatou Oscar. Para Alex Souza que trabalhava em uma fábrica de usinagem a situação é ainda mais grave - ele está afastado há 10 anos. Isso porque durante um procedimento de limpeza, ele perdeu dois dedos da mão esquerda. A máquina que o trabalhador limpava não tinha equipamentos de segurança. "A serra cortou direto. Eram barras de alumínio bem grossas e do jeito que pegou, cortou. Eu nem vi. A mangueira de ar caiu no chão e quando eu fui pegar ela de novo que eu percebi que tinha cortado", disse. Prevenção Para diminuir esses números, indústrias de São José dos Campos têm apostado na prevenção de acidentes. Em uma empresa da cidade, todos os funcionários são treinados e recebem noções básicas sobre como evitar acidentes de trabalho. O técnico de segurança de trabalho, Luciano Bustamante Delmonte, disse que o funcionário tem que saber o risco da atividade que ele está executando. "Acima de tudo, ele tem que estar capacitado pra fazer a atividade à qual ele foi designado. Por isso, montamos ao longo do ano módulos específicos de treinamento voltados tanto para área do trabalho, para a área ambiental como pra saúde também", disse.
fonte Revista Proteção
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domingo, 3 de março de 2013
Trabalho com nanotecnologia traz riscos ainda desconhecidos
Trabalho com nanotecnologia traz riscos ainda desconhecidos
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Data: 22/02/2013
/ Fonte: Brasil de Fato
Brasília/DF- Com o baixo
investimento em impactos, questões como saúde do trabalhador e consequências
ao meio ambiente preocupam especialistas. Os efeitos da manipulação e uso de
nanopartículas são desconhecidos a curto, médio e longo prazo. Para a
pesquisadora da Fundacentro, Arline Arcuri, o baixo investimento em impactos
é visto de modo preocupante. "Me preocupa bastante o estímulo
preferencial para o desenvolvimento de novos materiais e produtos e quase
nada de estudos que visem conhecer os impactos à saúde humana, ao meio
ambiente e inclusive as transformações que poderão ocorrer e até já estão
ocorrendo".
Os profissionais são expostos a nanotecnologia nos laboratórios. "De maneira geral, o comprometimento com a segurança nos laboratórios é muito baixa", diz o coordenador do Renanosoma, Paulo Martins. "Até nas universidades, onde a segurança deveria ser mais enfatizada, não há preocupação com a segurança de bolsistas e laboratoristas". No Brasil, a Fundacentro, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho, produz cartilhas sobre nanotecnologia e capacita trabalhadores e profissionais da área da segurança e saúde do trabalho. Os materiais estão disponíveis no site da instituição (www.fundacentro.gov.br) e são utilizados por entidades sindicais para a área de saúde do trabalhador. "A ação principal é voltada a capacitação dos trabalhadores para que possam entender o que são estas novas tecnologias e conhecer as suas possíveis consequências no mundo do trabalho, nas relações trabalhistas, na sua saúde e segurança", explica Arline Arcuri. A diretora de saúde do trabalhador e meio ambiente do Sindicato dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Mirane Costa, diz que ainda faltam informações sobre a nanotecnologia. "Numa área tão crescente como esta, cabe aos dirigentes sindicais ficarem atentos e participarem do debate sobre nanotecnologia", diz Mirane. De acordo com o pesquisador Luciano Paulino da Silva, as normas de segurança na Embrapa correspondem às normas internacionais. "Todos os procedimentos adotados atualmente estão em consonância com aqueles que vêm sendo empregados por outras instituições nacionais e internacionais e atendendo às regulamentações vigentes", explica. Em São Paulo, trabalhadores do setor farmacêutico conseguiram que cláusulas sobre o assunto fossem aprovadas em convenção coletiva da categoria. "O trabalhador que trabalha com a nanotecnologia está sujeito a muitas irregularidades. Não se sabe dos riscos de inalação ou contato das nanopartículas com a pele", diz Martins. No Brasil, assim como em outros países, não existem leis específicas para proteção do trabalhador exposto à nanotecnologia. Já foram realizadas algumas recomendações no National Institute for Occupational Safety and Health (Niosh), nos EUA, e na International Organization for Standardization (ISO). "No Brasil, infelizmente, nem as leis antigas voltadas à segurança e saúde dos trabalhadores são respeitadas como deveriam. O que se dirá das recomendações voltadas à nanotecnologia", explica Arline Arcuri. Em 2012, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que iria traçar diretrizes para a segurança dos trabalhadores que lidam com nanopartículas em todo o mundo. As orientações irão abranger elementos de gestão, avaliação de riscos e recomendações para proteção dos trabalhadores do setor de nanotecnologia em todo o mundo. |
sexta-feira, 1 de março de 2013
Segurança!
Segurança
do trabalho é um dos assuntos mais importantes discutidos na indústria.
Anualmente, milhões de trabalhadores do segmento industrial são afastados de
suas atividades normais por causa de acidentes de trabalho graves e que os
deixa impossibilitados de continuar exercendo a função.
Para
ajudar a garantir a segurança industrial,
as empresa devem sempre
seguir as normas vigentes. É necessário haver políticas de segurança rígidas
que todos os funcionários precisam obedecer e equipamentos adequados de
segurança disponíveis em todos os momentos.
Todos os trabalhadores – em número suficiente em todos os momentos da operação – devem ser devidamente treinados.
Em muitos países, a saúde e o bem-estar dos trabalhadores são levados a sério. Existem agências governamentais (locais e globais) que se dedicam à implementação e à aplicação de normas de segurança para as pessoas no ambiente de trabalho.
Uma das mais importantes dicas de segurança industrial é que as empresas se comprometam a aderir a estas normas. Apesar da pressão imposta pela demanda ou por gerentes e supervisores, os regulamentos de segurança nunca devem ser ignorados.
Todos os trabalhadores – em número suficiente em todos os momentos da operação – devem ser devidamente treinados.
Em muitos países, a saúde e o bem-estar dos trabalhadores são levados a sério. Existem agências governamentais (locais e globais) que se dedicam à implementação e à aplicação de normas de segurança para as pessoas no ambiente de trabalho.
Uma das mais importantes dicas de segurança industrial é que as empresas se comprometam a aderir a estas normas. Apesar da pressão imposta pela demanda ou por gerentes e supervisores, os regulamentos de segurança nunca devem ser ignorados.
Um
exemplo de um regulamento de segurança industrial que é muitas vezes ignorado,
o que aumenta o risco de danos, são regras sobre pausas e tempo de descanso
obrigatório. Para certos empregos, há algumas normas que exigem que um
funcionário pare por alguns períodos durante o seu turno. Essa regra dita que
uma pessoa pode trabalhar apenas por um determinado número de horas e então
deve ser afastada das suas funções por um certo número de horas antes de voltar
a trabalhar novamente.
Os trabalhadores nunca devem ser forçados a trabalhar nesses períodos de intervalo obrigatório.
As indústrias devem implantar políticas rigorosas em matéria de equipamento de segurança. Os funcionários devem ser obrigados a usar os itens de segurança necessários em todos os momentos.
Os trabalhadores nunca devem ser forçados a trabalhar nesses períodos de intervalo obrigatório.
As indústrias devem implantar políticas rigorosas em matéria de equipamento de segurança. Os funcionários devem ser obrigados a usar os itens de segurança necessários em todos os momentos.
Pense
nisso!
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