Criado Fórum Permanente de SST em Caxias do Sul/RS
Data: 20/06/2013 / Fonte: PRT 4
Caxias do Sul/RS -Aproximadamente 130 pessoas, na maioria empresários, além de representantes de sindicatos patronais e de trabalhadores, estiveram presentes na criação do "Fórum Permanente de Segurança e Saúde no Trabalho de Caxias do Sul", na noite da quarta-feira (19), na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC). O objetivo é reunir as mais diversas instituições e entidades representativas da comunidade para avaliar, discutir e propor soluções para o problema dos acidentes do trabalho e das doenças profissionais. Com a congregação de esforços do poder público, empregados, empregadores e demais atores sociais comprometidos com a melhoria das condições de vida, será possível encontrar caminhos para reduzir os danos decorrentes do trabalho inseguro.
A mesa foi composta pelo procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ivan Sérgio Camargo dos Santos, pelo superintendente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Heron de Oliveira, pelo gestor regional do "Programa Trabalho Seguro" do Tribunal Superior do Trabalho (TST), desembargador do Trabalho Raul Zoratto Sanvicente, pelo presidente da CIC de Caxias do Sul, Carlos Heinen, pela diretora da Vigilância em Saúde da Secretária Municipal de Saúde, médica Maria Ignez Estades Bertelli, e pelo vereador Henrique Fermiano da Silva (PC do B). Entre os presentes, também estavam os procuradores do Trabalho Rodrigo Maffei e Mariana Furlan Teixeira, além do gerente regional do MTE na região, Vanius João de Araújo Corte.
O presidente Carlos garantiu que "zelar pela segurança e saúde dos trabalhadores no ambiente de trabalho, e até mesmo fora dele, é uma preocupação permanente da classe empresarial. Buscamos nos cercar de todas as condições possíveis para garantir que nossos funcionários possam exercer funções com segurança e saúde. No entanto, é importante ressaltar também que este encontro precisa dar a devida importância à responsabilidade dos trabalhadores em atenderem aos requisitos de segurança que são disponibilizados pelas empresas e exigidos por lei".
O desembargador Raul disse que "fui testemunha, em Caxias do Sul, de graves conflitos laborais, na época em que jurisdicionei na cidade, no final da década de 90. Atualmente, é notável o amadurecimento da comunidade, que se materializa com o Fórum". Ele tem relação total com o objetivo do Programa, que é, principalmente, desenvolvimento de uma cultura de prevenção.
A diretora Maria Ignez destacou a importância do Fórum, em função do número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Informou que, em 2012, 4.523 trabalhadores tiveram atendimento por terem sofrido acidentes em Caxias do Sul. No total, foram 7.863 notificações de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, sendo 426 consideradas graves. A médica espera que o Fórum possa investir na prevenção, aproveitando as experiências já vivenciadas por vários setores, como por exemplo, o da construção civil, que já está em andamento junto à Vigilância em Saúde do Município, através dos setores da saúde do Trabalhador, do Cerest e da Vigilância Sanitária.
O vereador Henrique disse que "estar na CIC é um momento histórico para os trabalhadores, porque estamos dando um passo à frente, consensual entre as partes, olhando o conjunto dos trabalhadores. O Fórum é pela vida. Vamos trabalhar a questão preventiva, a vida como tema principal da criação do Fórum". Informou que protocolou projeto de lei que "institui o Dia da Prevenção de Acidentes do Trabalho no Município de Caxias do Sul, a ser comemorado em 22 de julho".
O superintendente Heron afirmou que a grande presença de empresários no evento mostra o compromisso social de quem decide. Ressaltou a importância de se valorizar a presença de técnicos e engenheiros do Trabalho, médicos e enfermeiros dentro das organizações. "Essas categorias que são especializadas na Segurança e Saúde dos trabalhadores", justificou.
O procurador Ivan destacou que o ambiente é propício para que o Fórum prospere pela atuação forte dos órgãos públicos, sindicatos e entidades. "Todos poderão trazer experiências e soluções, que gerarão resultados práticos. O Fórum tem tudo para ser ativo e não apenas de discussão. Aos poucos, a chaga do número elevado de acidentes de trabalho poderá ser sanada", concluiu.
Experiências
O juiz da Vara de Acidentes de Trabalho caxiense (6ª VT), Marcelo Silva Porto, lembrou que Caxias do Sul tem muitos acidentes. Os processos estão sendo ajuizados em número exagerado. Conversando com outras autoridades, chegou-se a conclusão de que era necessário ouvir mais as pessoas envolvidas - trabalhadores, empregadores, profissionais da saúde e segurança - para buscar soluções para os problemas. A VT tem recebido entre 100 a 150 processos de acidente do trabalho por mês.
O procurador do Trabalho Ricardo Garcia lembrou que "o momento é de reconstrução do Brasil e devemos nos inspirar para evitar acidentes e doenças do trabalho. Todos os anos, o Brasil joga pelo esgoto R$ 160 bilhões. A cada ano, 80 mil trabalhadores deixam de trabalhar em função desses problemas. A sociedade está cobrando do poder público, que tem o dever de cobrar ações de prevenção. É viável a união de trabalhadores e empregadores neste sentido". Garcia fez três propostas: "que o Fórum seja de discussão e ação para mudar a mentalidade de todos, que os órgãos da mesa sejam a organização do Fórum e que seja realizado um seminário - agendado para 26 de julho na CIC - com a participação de todos e muito mais".
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Caxias do Sul (Sinduscon Caxias), Valdemor Antonio Trentin, lembrou que não houve acidentes fatais nos últimos sete meses na cidade. "Os empresários do setor, de cinco anos para cá, mudaram a maneira de tratar a segurança do trabalho nos canteiros de obras", afirmou. Diversos líderes de entidades patronais e de trabalhadores presentes se manifestaram na sequência do evento, que teve duas horas de duração.
A mesa foi composta pelo procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ivan Sérgio Camargo dos Santos, pelo superintendente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Heron de Oliveira, pelo gestor regional do "Programa Trabalho Seguro" do Tribunal Superior do Trabalho (TST), desembargador do Trabalho Raul Zoratto Sanvicente, pelo presidente da CIC de Caxias do Sul, Carlos Heinen, pela diretora da Vigilância em Saúde da Secretária Municipal de Saúde, médica Maria Ignez Estades Bertelli, e pelo vereador Henrique Fermiano da Silva (PC do B). Entre os presentes, também estavam os procuradores do Trabalho Rodrigo Maffei e Mariana Furlan Teixeira, além do gerente regional do MTE na região, Vanius João de Araújo Corte.
O presidente Carlos garantiu que "zelar pela segurança e saúde dos trabalhadores no ambiente de trabalho, e até mesmo fora dele, é uma preocupação permanente da classe empresarial. Buscamos nos cercar de todas as condições possíveis para garantir que nossos funcionários possam exercer funções com segurança e saúde. No entanto, é importante ressaltar também que este encontro precisa dar a devida importância à responsabilidade dos trabalhadores em atenderem aos requisitos de segurança que são disponibilizados pelas empresas e exigidos por lei".
O desembargador Raul disse que "fui testemunha, em Caxias do Sul, de graves conflitos laborais, na época em que jurisdicionei na cidade, no final da década de 90. Atualmente, é notável o amadurecimento da comunidade, que se materializa com o Fórum". Ele tem relação total com o objetivo do Programa, que é, principalmente, desenvolvimento de uma cultura de prevenção.
A diretora Maria Ignez destacou a importância do Fórum, em função do número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Informou que, em 2012, 4.523 trabalhadores tiveram atendimento por terem sofrido acidentes em Caxias do Sul. No total, foram 7.863 notificações de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, sendo 426 consideradas graves. A médica espera que o Fórum possa investir na prevenção, aproveitando as experiências já vivenciadas por vários setores, como por exemplo, o da construção civil, que já está em andamento junto à Vigilância em Saúde do Município, através dos setores da saúde do Trabalhador, do Cerest e da Vigilância Sanitária.
O vereador Henrique disse que "estar na CIC é um momento histórico para os trabalhadores, porque estamos dando um passo à frente, consensual entre as partes, olhando o conjunto dos trabalhadores. O Fórum é pela vida. Vamos trabalhar a questão preventiva, a vida como tema principal da criação do Fórum". Informou que protocolou projeto de lei que "institui o Dia da Prevenção de Acidentes do Trabalho no Município de Caxias do Sul, a ser comemorado em 22 de julho".
O superintendente Heron afirmou que a grande presença de empresários no evento mostra o compromisso social de quem decide. Ressaltou a importância de se valorizar a presença de técnicos e engenheiros do Trabalho, médicos e enfermeiros dentro das organizações. "Essas categorias que são especializadas na Segurança e Saúde dos trabalhadores", justificou.
O procurador Ivan destacou que o ambiente é propício para que o Fórum prospere pela atuação forte dos órgãos públicos, sindicatos e entidades. "Todos poderão trazer experiências e soluções, que gerarão resultados práticos. O Fórum tem tudo para ser ativo e não apenas de discussão. Aos poucos, a chaga do número elevado de acidentes de trabalho poderá ser sanada", concluiu.
Experiências
O juiz da Vara de Acidentes de Trabalho caxiense (6ª VT), Marcelo Silva Porto, lembrou que Caxias do Sul tem muitos acidentes. Os processos estão sendo ajuizados em número exagerado. Conversando com outras autoridades, chegou-se a conclusão de que era necessário ouvir mais as pessoas envolvidas - trabalhadores, empregadores, profissionais da saúde e segurança - para buscar soluções para os problemas. A VT tem recebido entre 100 a 150 processos de acidente do trabalho por mês.
O procurador do Trabalho Ricardo Garcia lembrou que "o momento é de reconstrução do Brasil e devemos nos inspirar para evitar acidentes e doenças do trabalho. Todos os anos, o Brasil joga pelo esgoto R$ 160 bilhões. A cada ano, 80 mil trabalhadores deixam de trabalhar em função desses problemas. A sociedade está cobrando do poder público, que tem o dever de cobrar ações de prevenção. É viável a união de trabalhadores e empregadores neste sentido". Garcia fez três propostas: "que o Fórum seja de discussão e ação para mudar a mentalidade de todos, que os órgãos da mesa sejam a organização do Fórum e que seja realizado um seminário - agendado para 26 de julho na CIC - com a participação de todos e muito mais".
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Caxias do Sul (Sinduscon Caxias), Valdemor Antonio Trentin, lembrou que não houve acidentes fatais nos últimos sete meses na cidade. "Os empresários do setor, de cinco anos para cá, mudaram a maneira de tratar a segurança do trabalho nos canteiros de obras", afirmou. Diversos líderes de entidades patronais e de trabalhadores presentes se manifestaram na sequência do evento, que teve duas horas de duração.
Fonte Revista Proteção Junho 2013